Alemanha não quer que Tesla fale em “Autopilot”

Proteccionismo para com as marcas alemãs ou real preocupação com a segurança do sistema? Será difícil saber o que se encontra por trás da decisão da Alemanha pedir à Tesla para parar de usar a designação “Autopilot” para o seu sistema de assistência à condução.

A explicação oficial das autoridades germânicas é a de que o nome Autopilot pode iludir os utilizadores em erro, ao ponto de assumirem que o automóvel é capaz de conduzir sozinho em todas as circunstâncias e criarem falsas expectativas quanto às suas capacidades. Capacidades essas que até já se podem encontrar nalguns automóveis alemães, embora com nomes menos sonantes e que optam por deixar bem claro que se tratam de sistemas de assistência onde o condutor deverá permanecer atento continuamente.

A Tesla por seu lado, relembra que o seu Autopilot é uma funcionalidade que tem que ser activada expressamente pelo utilizador, e em cujo processo é indicado que se trata de uma funcionalidade experimental e que o condutor continua a ser o responsável por manter o controlo do veículo a qualquer momento; sendo também necessário manter as mãos no volante (se não o fizerem o carro começará a desacelerar gradualmente.)

Não fossem os potenciais riscos tão elevados, quase que se poderia usar este exemplo como mais uma demonstração de como ninguém liga/lê os “termos de serviço”, limitando-se a dizer que se aceita em tudo o que nos aparecer à frente com “ok, next, ok, skip, ok, ok, ok”.

Vamos lá ver que novo nome a Tesla irá adoptar para designar o Autopilot na Alemanha…

 

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