Nissan aposta em solução combinada de automóveis eléctricos, painéis solares e bateria para as casas

Os carros eléctricos não só permitem redefinir a mobilidade sem emissões poluentes, como também são uma oportunidade única para a revolução da produção e distribuição de energia; e a Nissan já está a dar o primeiro passo nesse sentido.

Não é segredo que a Nissan é uma das marcas que mais tem apostado nos automóveis eléctricos, com o seu Leaf a ter sido um dos primeiros carros 100% eléctricos realmente funcionais e disponíveis no mercado, mas agora avança com uma proposta mais abrangente… que no fundo acabar por ser uma inevitabilidade caso se pretenda a massificação dos veículos eléctricos.

Como já foi referido por diversas estudos, a nossa rede de energia eléctrica não está preparada para lidar com uma transição imediata para milhões de automóveis eléctricos; e os fabricantes sabem isso. No entanto, o facto de se estar a falar de energia eléctrica abre as portas a novas soluções… como a possibilidade de cada pessoa poder gerar a energia eléctrica que necessita, para o seu carro e casa, usando painéis solares, armazená-la numa bateria em casa, e usar essa energia para recarregar o carro à noite, podendo também usar, ou fornecer energia à rede eléctrica, caso necessário.

Não é ficção científica, sendo um pacote completo “Nissan Energy Solar“, com painéis solares, bateria para casa, e que funcionam em perfeita sintonia com o carro eléctrico, que a Nissan já está a propor no Reino Unido, com preços a começar em valores próximos dos 4.430 euros só para os painéis (6 painéis solares), 7.360 euros para a bateria de casa, ou 8.722 euros para o pacote de painéis e bateria.

Curioso – ou irritante! – é ver que no Reino Unido já quase 1 milhão de pessoas optou pela instalação de painéis solares, com o país a promover a sua adopção e a proporcionar condições vantajosas para isso (como IVA reduzido de 5%), enquanto que por cá, num país com tanto sol como o nosso… seja a situação que bem sabemos (vale-nos que pelo menos já se pode dispensar a burocracia para a instalação de painéis de potência reduzida, desde que não se espere ser pago caso se produza energia em excesso que seja “oferecida” à rede…)

Publicado originalmente no AadM

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