SEAT estuda produção de peças de automóveis feitas com casca de arroz

É o alimento mais popular do planeta, a base de pratos mundialmente famosos e agora… a sua casca também pode fazer parte de um automóvel. Estamos a falar do arroz.

Num projecto piloto de inovação baseado na economia circular, a SEAT investiga o uso de Oryzite como substituto de produtos plásticos, com o objectivo de reduzir a pegada de carbono. Todos os anos, são colhidas mais de 700 milhões de toneladas de arroz no mundo, das quais 20% são casca de arroz, cerca de 140 milhões de toneladas, que é descartada na sua grande maioria.

Esta nova matéria-prima está a ser testada nos revestimentos do SEAT Leon. Os testes consistem na modelagem de algumas partes do automóvel, como a porta do porta-bagagens, o duplo piso de carga da bagageira ou o revestimento do tejadilho com cascas de arroz misturadas com poliuretanos e polipropilenos. À primeira vista não diferem em nada dos fabricados com tecnologia convencional, mas pesam muito menos.

Actualmente, os revestimentos estão a ser analisados ​​para saber que quantidade de casca pode ser utilizada para que sejam cumpridos a 100% os requisitos técnicos e de qualidade. Por exemplo, o duplo piso do porta-bagagens passa por testes de carga em que deve suportar até 100 quilos de peso concentrados num mesmo ponto para comprovar a sua rigidez e resistência. Também passa por testes térmicos, que são realizados na câmara climática, para analisar a sua resistência ao calor, frio e humidade.

A SEAT está fortemente comprometida com o respeito pelo meio ambiente e com os objectivos estabelecidos no Acordo de Paris. No âmbito da sua estratégia de sustentabilidade e a sua missão corporativa MOVEtoZERØ, a empresa tem como ambição minimizar o impacto ambiental de todos os produtos e soluções de mobilidade ao longo do seu ciclo de vida, desde a obtenção de matérias-primas e produção, até ao seu fim de vida útil.

Com o projecto piloto de economia circular Oryzite, a marca automóvel dá mais um passo na pesquisa de novos materiais renováveis ​​para reduzir o uso de plástico nos seus futuros veículos e atingir uma pegada de carbono zero até 2050.

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