Tesla vai abandonar sensores ultra-sónicos nos carros

A Tesla não só se tem oposto à utilização de sensores LIDAR nos carros, como agora chega ao ponto de retirar os sensores ultra-sónicos de proximidade.

Elon Musk tem sido intransigente a nível dos dispositivos necessários para a condução autónoma nos carros, dizendo que se uma pessoa o pode fazer apenas com os olhos, também a Tesla o conseguirá fazer apenas com as câmaras. E agora dá mais um passo que demonstra levar isso mesmo a sério: deixando de utilizar sensores ultra-sónicos em toda a sua gama, do Model 3 e Model Y aos Model S e Model X.

Os sensores ultra-sónicos permitem detectar a proximidade de veículos, pessoas ou obstáculos em redor do veículo, mas também aqui a Tesla acredita que bastará utilizar as câmaras para o mesmo efeito. No entanto, e ao estilo de outras transições tecnológicas nos Tesla, esta mudança vai penalizar os compradores numa fase inicial, já que a perda destes sensores será acompanhada pela perda de algumas funcionalidades relacionadas com o estacionamento: o Park Assist, o Autopark, o Summon e o Smart Summon.

Será criticável que a Tesla não tenha dado prioridade a implementar estas funcionalidades primeiro, e só depois retirar os sensores. É que, desta forma, teremos pessoas a comprar carros de mais de 50 mil euros que nem sequer irão fazer a assistência nas manobras de estacionamento que actualmente se esperaria ter. Também há quem duvide muito desta alteração, dizendo que o posicionamento das câmaras não permite ver obstáculos próximos do carro em certas posições que eram detectáveis com os sensores.

Veremos que tal este processo corre, e se não será um erro que acabe por custar muito mais à Tesla, a longo prazo, do que a poupança conseguida com a remoção dos sensores.

Publicado originalmente no AadM

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