
Depois de uma forte aposta nos serviços de micromobilidade das trotinetes eléctricas, Paris vai decidir se as mantém ou se as proíbe por completo.
A população parisiense vai poder votar se quer que as trotinetes eléctricas permaneçam na cidade ou sejam proibidas, numa decisão que poderá fazer com que outras cidades europeias sigam o exemplo.
Inicialmente vistas como uma solução para o problema do tráfego automóvel, os serviços das trotinetes eléctricas tem gerado bastante polémica devido às consequências indesejadas. O aumento dos acidentes com peões – incluindo um caso trágico da morte de um peão em 2021, depois de ser atingido por uma trotinete que seguia a alta-velocidade no passeio – tem sido um dos pontos críticos, que já levou à redução da velocidade máxima de circulação de 25 km/h para 20 km/h nalgumas cidades, como Lisboa.

Acima de tudo, penso que o maior problema não são as trotinetes em si, mas sim o facto de espelharem a falta de civismo dos seus utilizadores. Um fenómeno que não é exclusivo das trotinetes e se faz sentir também nos condutores de automóveis, de motociclos, entre os ciclistas, e também entre os próprios peões. E esse, infelizmente, é um problema que permanecerá independentemente da decisão que for tomada quanto ao futuro das trotinetes de aluguer.
