Teste de autonomia real dá vitória ao Lucid Air

Um teste de autonomia de 11 automóveis eléctricos dá a vitória ao Lucid Air em distância, e ao Model 3 em eficiência, demonstrando também a grande disparidade da autonomia real face à anunciada WLTP.

O teste, realizado pela Motor 1, avaliou a autonomia de onze automóveis eléctricos – BMW i5, BYD Seal, Fiat 600e, Hyundai Ioniq 6, Jeep Avenger, Kia EV9, Lexus RZ, Lucid Air, Tesla Model 3, Toyota bZ4X e VW ID.7 – em condições reais de condução diária, para avaliar a autonomia real e também a discrepância face à autonomia WLTP anunciada. É que, ao estilo dos consumos anunciados nos automóveis a combustão, também nos eléctricos as autonomias WLTP podem ser bastante enganadoras face ao que se irá obter.

O teste consistiu em conduzir todos os automóveis dos 100% até aos 5% de bateria, na “Autostrada del Grande Raccordo Anulare” que circunda Roma, enfrentando circulação a velocidades mais elevadas, médias, e também partes congestionadas, e resultando num retrato mais fiável das condições que a maioria dos condutores enfrentará no seu dia a dia.

Embora, infelizmente, não se tenha tido um Mercedes EQS 450+ no teste, temos ainda assim resultados bastante curiosos e interessantes.

Na primeira posição em distância ficou o Lucid Air com 571 km, em grande parte devido à sua gigantesca bateria de 112 kWh, a maior de todos os carros em teste, com um consumo de 19.6 kWh/100 km. Nas posições seguintes temos outros vencedores, com o Tesla Model 3 a ter conseguido percorrer 498 km apesar da sua bateria de 75 kWh, fruto de um consumo de apenas 15.1 kWh/100 km – o consumo mais eficiente do teste; seguido pelo BMW i5, que chegou aos 489 km com uma bateria de 81.2 kWh e um consumo também moderado de 16.6 kWh/100 km.

No extremo oposto da tabela, com os piores resultados, temos o Toyota bZ4X e Lexus RZ, que se ficam pelos 249 e 243 km extraídos das suas baterias de 64 kWh, sendo os únicos que tiveram consumos superiores a 25 kWh/100 km (25.7 e 26.3 respectivamente). É bastante surpreendente que uma empresa como a Toyota, pioneira nos híbridos, não tenha conseguido melhores resultados. E para piorar a coisa, são também os que mais se distanciam da autonomia anunciado, percorrendo menos 40%(!) do que é prometido. A VW também fica mal posicionada nas promessas, com a autonomia real neste teste a ser 35% inferior ao anunciado.

A Tesla, BYD, Kia e Hyundai ficam na casa dos 20% de discrepância face à autonomia WLTP, e a que menos se distância é a BMW com o seu i5, ficando a “apenas” 15% da autonomia prometida. Coisas a ter em conta na altura de comprar um eléctrico, para não se ser surpreendido pela autonomia efectiva ficar bastante aquém da anunciada.

Publicado originalmente no AadM

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