Carregamentos rápidos sem degradação da bateria nos carros eléctricos

O receio dos carregamentos rápidos parece ser infundado, pelo menos para quem tiver um Tesla.

O receio da degradação precoce da bateria continua a ser um dos grandes receios de quem considera mudar para um carro eléctrico, e existem algumas boas práticas gerais que se têm tornado comuns, como definir um limite de carregamento máximo de 80%, e evitar carregamentos rápidos. Mas, este último ponto, pode estar prestes a cair por terra.

A Recurrent tem dados de mais de 13 mil Tesla nos EUA, e fez uma análise para avaliar o impacto dos carregamentos rápidos na perda de capacidade da bateria. O resultado são excelentes notícias, não havendo qualquer diferença significativa entre utilizadores que utilizam carregadores rápidos mais de 70% das vezes, e os que usam carregamentos rápidos menos de 30% das vezes.

O único ponto a ter em conta é que o número de utilizadores que fazem carregamentos rápidos frequentes é bastante reduzido (344 dos 13 mil Teslas Model 3 e Model Y), mas mesmo assim, não deixam de ser dados bastante positivos e que podem trazer alguma tranquilidade aos clientes Tesla que tivessem receio do impacto que o carregamento rápido pudesse ter na bateria dos seus veículos.

Apesar de efeito de degradação da bateria ser um processo normal e inevitável, é bom ver que já se está numa fase em que, para todos os efeitos, isso deixa de ser um problema para o uso do veículo a longo prazo.

Publicado originalmente no AadM

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