Sistemas autónomos ainda precisam melhorar na estrada

Um teste da American Automobile Association (AAA) aos sistemas de assistência à condução da Hyundai, Subaru e Tesla, revela um panorama ainda preocupante para condutores e ciclistas.

Apesar dos avanços que a Tesla tem feito no Autopilot, um teste independente à capacidade dos sistemas de condução semi-autónomos revela que as coisas estão ainda bastante longe do que seria desejável. Neste caso, a AAA fez testes aos Highway Driving Assist num Hyundai Santa Fe, ao EyeSight num Subaru Forester, e ao Autopilot num Tesla Model 3.

Os testes puseram à prova a capacidade destes sistemas lidarem com automóveis e ciclistas lentos a circularem à sua frente; como lidavam com veículos circulando em sentido contrário que cruzavam a linha central; e ciclistas a atravessarem a faixa de rodagem.

No primeiro teste os carros portaram-se bem, detectando carros e ciclistas e ajustando a sua velocidade para seguirem em segurança atrás deles. No segundo, com veículos a circularem em sentido contrário que se desviavam para a sua via, apenas o Tesla detectou o perigo e travou, mas ainda assim não conseguindo evitar a colisão – e a AAA refere que este teste foi feito a velocidades baixas que seriam irrealistas em circunstâncias reais (24 km/h e 40 km/h), pelo que o caso seria bastante mais complicado a velocidades superiores. No terceiro teste, uma ligeira melhoria, com o Tesla e Hyundai a detectarem o ciclista e a travarem, mas com o Subaru a falhar o teste e colidir com o mesmo.

Há muito espaço para melhorias, e apesar destes sistemas necessitarem da vigilância permanente dos condutores, o maior perigo é o clima de “optimismo” que os rodeia, e que faz com que muitos condutores depositem demasiada confiança nas suas capacidades. Uma confiança que, como testes como este (e diversos acidentes fatais) demonstram, ainda não foi conquistada.

Publicado originalmente no AadM

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