Teste a sistemas de condução assistida revela falhas graves

Na China foi realizado um mega-teste aos sistemas de assistência à condução de diversas marcas, revelando que ainda cometem falhas graves em grande parte dos casos.

Um novo teste em grande escala aos sistemas ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) foi realizado na China, em ambiente urbano real, e os resultados voltaram a ser preocupantes. Foram analisados 26 carros em nove cenários reais de cidade, com cruzamentos sem sinalização, rotundas complexas, peões e outros veículos. Apesar das velocidades mais baixas, muitos veículos cometeram erros perigosos e até atropelaram manequins que representavam crianças.

Ao contrário dos testes habituais em pistas fechadas, estes foram feitos em estradas públicas encerradas temporariamente, simulando situações comuns e imprevisíveis do dia-a-dia urbano. Em vários casos, os carros falharam em tarefas simples, como fazer inversões de marcha ou ceder prioridade. Algumas viaturas excederam os limites de velocidade e ignoraram sinais de trânsito, o que reforça a ideia de que muitos destes sistemas ainda não reconhecem as regras básicas de condução. Num dos casos, um dos automóveis cometeu infracções suficientes para acumular pontos suficientes para quase deixar o condutor sem carta, num único cruzamento.

A Tesla voltou a destacar-se entre os melhores, com o Model X a evitar colisões em 8 dos 9 testes, enquanto marcas como Zeekr e Xiaomi ficaram abaixo das expectativas. Curiosamente, veículos que usam o mesmo sistema de condução da Huawei, como o Luxeed R7 e o AVATR 12, mostraram resultados consistentes e positivos. No entanto, falhas graves continuaram a surgir, como o atropelamento de peões simulados seguido de fuga, protagonizado pelo Denza Z9. Também existe alguma curiosidade para saber porque motivo o sistema da Tesla, que superou 8 de 9 testes no Model X, apenas superou 5 dos mesmos testes num Model 3.

O vídeo termina com um aviso: muitos sistemas parecem aprender comportamentos errados, baseando-se em dados reais mas mal interpretados. Como tal, há que reforçar a ideia de que, com estes sistemas, é imprescindível que o condutor se mantenha sempre atento e pronto a intervir, já que qualquer excesso de confiança nas capacidades do sistema poderá resultar em surpresas desagradáveis e potencialmente tráficas.

Publicado originalmente no AadM

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *