Elon Musk mostra primeiro túnel funcional da Boring Company

A “ideia louca” (mais uma) de Elon Musk, de criar uma rede de túneis para escapar ao trânsito na superfície vai ser demonstrada hoje, antecipando um futuro onde carros eléctricos poderão entrar nos túneis da Boring Company e percorrer autonomamente vários quilómetros a alta-velocidade.

O plano sofreu algumas alterações desde a sua concepção inicial, em que os automóveis percorreriam os túneis sobre carruagens autónomas, passando agora a adoptar um sistema mais simples em que é o próprio carro a circular usando a sua própria propulsão. Também para o processo de condução se optou por uma solução mecânica, com pequenas rodas horizontais retrácteis que servem de guia para que o carro acompanhe as curvas do túnel – tendo o efeito aproximado de fazer com que o carro circule “sobre carris”.

O objectivo é que os carros possam circular a velocidades de até 240km/h no túnel, fazendo com que percursos de poucos quilómetros – que à superfície poderiam significar muitas dezenas de minutos passados no trânsito – possam ser feitos em dezenas de segundos. Com o processo de entrar e sair do túnel, usando elevadores, a ser também completamente autónomo. Para além dos veículos privados, estes túneis terão também veículos da Tesla a circular para transportes de passageiros e pessoas com bicicletas.

Não utilizar “carruagens” simplifica imenso o sistema, é certo, mas adiciona também uma grande incógnita a nível de potenciais problemas. Já imaginaram a complicação que será alguém levar o seu veículo para um destes túneis quando está a ficar sem bateria, ou com pneus em mau estado que provoquem um rebentamento do pneu ao circular a alta-velocidade? Decerto terão equacionado esses casos.

A nível do processo de perfuração dos túneis, Elon Musk promete também grandes revoluções. Actualmente, diz que a Boring Company já consegue criar túneis numa fracção do tempo e do custo das empresas tradicionais, e tem já planos para máquinas de perfuração de segunda e terceira geração que diz serem capazes de reduzir os custos ainda mais radicalmente – e indo até ao ponto de usar o material escavado para criar tijolos com resistência superior aos dos tijolos tradicionais, como forma de reduzir o desperdício e ajudar a amortizar a operação.

Nada mau para uma ideia nascida da frustração de estar encravado numa fila de trânsito, pois não?

Actualização: vídeo do túnel real em funcionamento.

Publicado originalmente no AadM

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