Cientistas vão testar viabilidade de satélites de madeira

A madeira não será o material que nos vem à cabeça quando se fala do espaço, mas investigadores japoneses vão explorar a viabilidade de se criarem satélites de madeira.

À partida poderia pensar-se que usar madeira para algo que ficará exposto ao vácuuo do espaço e a oscilações extremas de temperaturas e exposição solar seria uma aposta perdida logo à partida. No entanto, a madeira pode ser tratada e resultar em algo que acaba por não diferir em muito dos compósitos aeroespaciais – aliás, uma das variantes da madeira revelou-se tão resistente quanto o alumínio, e com propridades adicionais que a poderiam tornar mais interessante.

Uma das grandes vantagens que a madeira teria face aos metais, é que a madeira é “transparente” para a grande maioria das frequências de rádio, o que facilitaria imenso o processo de posicionamento de emissores e receptores no interior do satélite, sem preocupações com a criação de “janelas” num corpo metálico ou o recurso a antenas externas.

Também era apontado como vantagem o facto da madeira arder na reentrada e reduzir o risco de destroços e de gerar lixo espacial, mas o grande problema do lixo espacial deve-se aos satélites (e tudo o mais) que permanencem em órbita durante anos ou décadas, sem reentrarem e se desintegrarem na atmosfera. Seria completamente irrelevante se um satélite tem uma caixa metálica ou de madeira, pois ambos se iriam desintegrar na reentrada – sem esquecer que, mesmo que um satélite tivesse a sua caixa de madeira, continuaria a ter a maioria dos seus componentes feitos noutros materiais.

Publicado originalmente no AadM

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *