Turbinas verticais flutuantes resistem às tempestades

Uma empresa norueguesa espera que as suas turbinas verticais contra-rotativas destronem as torres eólicas que têm sido usadas nos oceanos.

Estas CVRT (contra-rotating vertical turbine) flutuantes da World Wide Wind têm um aspecto estranho quando comparadas com as torres eólicas que estamos habituados a ver, mais parecendo o esqueleto de uma árvore desprovida de folhas. Mas, escondem alguma engenharia avançada que prima pela simplificação. Estas turbinas dispensam a complexidade dos mecanismos rotativos que as torres eólicas têm no topo, concentrando os mecanismos na parte inferior, o que lhes dá um centro de gravidade que faz com que sejam auto-estabilizadas. Além disso, em vez de se manterem perfeitamente verticais, são concebidas para se inclinar ao sabor do vento, o que também as torna mais resistentes ao vento e a tempestades.

As pás inferiores estão fixas ao corpo da turbina, pelo que o próprio “mastro” roda, em sentido contrário ao das pás superiores, duplicando a rotação relativa da turbina.

Embora a sua eficiência seja inferior à das torres eólicas, a WWW apresenta como vantagens o facto de serem mais económicas, simples de produzir, e poderem aproveitar o vento de qualquer direcção sem necessidade de mecanismos de orientação. Permitem também uma instalação de forma bastante mais densa, o que acaba por resultar numa vantagem a nível de produção por área ocupada. A empresa diz ainda que estas torres podem ser fabricadas com dimensões superiores às das torres eólicas convencionais, podendo atingir os 400 metros de altura e 40 MW de produção – a maior torre eólica actual tem 242 metros de altura e capacidade de 16 MW.

Com o custo das energias convencionais a aumentar, seguramente não faltarão interessados nestas novas turbinas flutuantes.

Publicado originalmente no AadM

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