
Sete em cada dez portugueses admitem recorrer a ferramentas de Inteligência Artificial para apoiar a compra do próximo automóvel. É o que revela um novo estudo do Standvirtual sobre os hábitos de mobilidade e compra de automóveis nas diferentes gerações, que traça um retrato claro de como os canais digitais e as novas tecnologias estão a transformar a forma como os portugueses escolhem o seu carro.
Em concreto, 19,7% dos inquiridos afirmam que tencionam utilizar IA neste processo, enquanto 48,88% admitem essa possibilidade. Apenas 31,42% rejeitam por completo recorrer a estas ferramentas na hora de escolher o próximo veículo. Os dados mostram, no entanto, diferenças assinaláveis entre gerações. Os consumidores mais jovens, entre os 18 e os 27 anos, são paradoxalmente os mais resistentes: 42,11% não pretendem usar IA, ao passo que nas faixas dos 28 aos 43 anos e dos 44 aos 59 anos a abertura é claramente maior, com cerca de 50% dos inquiridos de cada grupo a admitir essa possibilidade.
“Os dados mostram que a IA está a ganhar espaço na decisão de compra automóvel, oferecendo aos consumidores mais informação e confiança. Esta tendência traz um novo dinamismo ao mercado, tornando-o mais transparente e eficiente”, afirma Miguel Lucas, Head of Go-To-Market Product do Standvirtual.
O estudo confirma também que o automóvel continua a ser absolutamente central na vida dos portugueses. Mais de 93% dos inquiridos afirmam possuir carro próprio e 83,04% acreditam que continuará a ser o principal meio de transporte no futuro. Os transportes públicos apenas convencem 8,98% como solução dominante, e os TVDE ficam-se pelos 2,74%. A maioria dos portugueses adquiriu o seu primeiro veículo entre os 18 e os 24 anos, o que aconteceu com 65,87% dos participantes, enquanto 30,93% o fizeram entre os 25 e os 34 anos.
Apesar deste apego ao automóvel, a intenção de troca de viatura a curto prazo é relativamente baixa. Apenas 7,47% dos participantes pretendem mudar de carro nos próximos seis meses e 22,93% admitem fazê-lo no prazo de um ano. A maioria, 53,87%, planeia trocar de automóvel no futuro, mas sem urgência, e 15,73% não equacionam sequer essa mudança. As razões para adiar a compra são essencialmente financeiras: o elevado custo de aquisição é apontado por 73,57% dos inquiridos, seguido da incerteza quanto ao tipo de motorização a escolher, referida por 33,42%, e dos custos de manutenção, mencionados por 30,17%.
Quanto ao que mais pesa na decisão final, o preço continua a ser o critério rainha para 85,04% dos portugueses, logo seguido dos gastos mensais associados ao veículo, com 67,83%, e do tipo de automóvel, com 48,38%. No que respeita ao canal de compra preferido, os stands físicos mantêm a liderança com 48,63%, mas os canais digitais ganham terreno de forma consistente: 22,69% optam por stands online e 16,21% por marketplaces, um sinal claro de que o mercado automóvel nacional está em plena transformação.
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