Mazda MX-5: mais de 35 anos a aperfeiçoar um ícone

O Mazda MX-5 nunca precisou de se reinventar para continuar relevante.

Há mais de 35 anos que este roadster se mantém fiel aos princípios que o tornaram especial, aperfeiçoando-se a cada nova geração sem perder a essência que conquistou milhões de condutores em todo o mundo.

Tudo começou numa conversa improvável. Dez anos antes da estreia pública do MX-5 no Salão Automóvel de Chicago, em 1989, o jornalista automóvel norte-americano Bob Hall reuniu-se com Kenichi Yamamoto, então Director de Investigação e Desenvolvimento da Mazda. Durante essa conversa, Yamamoto colocou uma pergunta simples: “O que falta hoje nas estradas?” A resposta de Hall entrou para a história do automóvel. “O que falta é um roadster pequeno e acessível, na tradição dos clássicos modelos desportivos britânicos; um automóvel onde se sinta o vento no cabelo e os insetos entre os dentes.”

Na altura, os pequenos e leves roadsters tinham praticamente desaparecido. Os modelos desportivos tornavam-se maiores, mais pesados e cada vez mais focados no desempenho puro. A Mazda viu algo de diferente e, em vez de construir o desportivo mais rápido, decidiu criar um modelo que os condutores simplesmente nunca se cansassem de conduzir. O resultado foi um automóvel que venceu os prémios “World Car of the Year” e “World Car Design of the Year” em 2016 e que, até hoje, acumula mais de 1,25 milhões de exemplares produzidos em todo o mundo, dos quais cerca de 404.000 entregues na Europa. O MX-5 continua a ser o desportivo de dois lugares mais vendido do mundo.

O segredo do seu sucesso assenta num conceito que a Mazda designa por Jinba Ittai, a sensação de que cavalo e cavaleiro, ou seja, condutor e automóvel, se movem naturalmente como um só. Dimensões compactas, peso reduzido, distribuição de peso quase perfeita, direcção precisa, uma caixa de velocidades manual que recompensa cada passagem e um habitáculo aberto que elimina as barreiras entre o condutor e o ambiente em redor. Como Bob Hall resumiu de forma certeira: “Mais sorrisos por litro.”

Com o Model Year de 2027, a Mazda volta a demonstrar essa filosofia. A novidade mais marcante é a versão especial Yakudo, exclusiva da variante com capota de lona, cujo nome é inspirado numa expressão japonesa que significa movimento dinâmico e vitalidade. Combina detalhes exteriores em prateado requintado com um interior em Alcântara de elevada qualidade, numa expressão distinta mas discreta do prazer de condução. O preço de entrada para esta edição especial é de 47.622 euros.

A versão Homura, agora evoluída em conteúdos, acentua o carácter desportivo do MX-5 através de melhorias no chassis e no design que reforçam a sensação de condução ágil e conectada. A nova cor Zinc Green, desenvolvida para expressar robustez e sofisticação, completa as novidades visuais. O acabamento metálico altera a sua aparência com a luz, revelando diferentes facetas que realçam o design Kodo do MX-5. Em todas as versões passa a ser de série o sistema Driver Attention Alert, reforçando a confiança na condução quotidiana sem distrair o condutor.

Do ponto de vista mecânico, o motor aspirado Skyactiv-G de 1,5 litros foi revisto, passando a disponibilizar 136 cv e 155 Nm de binário, com melhorias simultâneas em eficiência e acústica. O consumo combinado é agora de 6,1 l/100 km e as emissões de CO₂ ficam nos 139 g/km em ciclo WLTP, enquadrando-se na classe E.

Em Portugal, o Mazda MX-5 2027 está já disponível para encomenda e apresenta-se em cinco níveis de equipamento. Os preços recomendados incluem uma campanha no valor de 4.454 euros, em vigor até 30 de setembro de 2026. A versão de entrada Prime-Line arranca nos 32.668 euros na variante ST com capota de lona e nos 35.168 euros na versão RF com capota rígida retráctil. A Exclusive-Line custa 38.668 euros (ST) ou 41.168 euros (RF). A edição especial Kazari parte dos 39.468 euros (ST) e 41.968 euros (RF). A Homura está disponível a partir de 43.168 euros (ST) e 44.868 euros (RF). A Yakudo, exclusiva da versão ST, é proposta por 47.622 euros. Os preços não incluem despesas de legalização, transporte nem pintura metalizada.

Mais de três décadas depois da sua estreia, o MX-5 continua a reunir uma comunidade global de entusiastas, de clubes locais como o Club MX-5 Portugal, com os seus passeios panorâmicos, culturais e gastronómicos, até encontros internacionais e dias de pista. Concebido sob o lema “Crafted with Japanese Soul”, este roadster é a prova de que construir a pensar nas pessoas, dar prioridade ao equilíbrio em detrimento do excesso e aperfeiçoar em vez de reinventar é uma fórmula que resiste ao teste do tempo.

Marcado:

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *