Toyota recolhe 1.9 milhões de Prius para actualização de software

 

Muitas vezes temos abordado, no Aberto até de Madrugada, a questão dos equipamentos que vão ficando esquecidos e sem actualizações, que podem causar problemas não só em smartphones e tablets mas principalmente em todos os equipamentos que a maioria das pessoas nem sequer associa a serem “actualizáveis”, como routers, televisores… e também automóveis. Este caso da Toyota é um que nos lembra desses perigos.

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Não será o primeiro e não será certamente o último, graças a um problema de software a Toyota está a proceder à recolha de 1.9 milhões de Prius para que sejam actualizado. Parece que nenhum sistema está imune às pressões para que os produtos sejam lançados o mais rapidamente possível, e mesmo contando-se com o controlo de qualidade mais apertado que existe neste tipo de indústria, ainda assim continuam a passar bugs de maior ou menor gravidade.

Nos nossos smartphones raramente passa um dia sem que se veja diversas actualizações de apps com o recorrente descritivo de “bug fixes”; bugs que parecem ser difíceis de eliminar considerando a quantidade de vezes que estes updates aparecem. Claro que aqui podemos estar perante apps que estão a ser feitas por por developers que até poderão estar a dar os primeiros passos e a aprender à medida que os problemas vão aparecendo – coisa que, espero bem que não seja o caso na indústria automóvel! Mas de qualquer forma parece ser cada vez mais evidente que também os automóveis passarão a necessitar de estar ligados à “rede”, de forma a que este tipo de correcções possa ser feita remotamente e com custos mais reduzidos.

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Nalguns modelos já começam a surgir as opções de ter o carro ligado permanentemente aos serviços da marca, e penso que daqui por mais alguns anos isso passará a ser algo que virá de série (o que nos levaria a outras questões, da segurança, sobre se algum dia alguns hackers maliciosos conseguirem acesso ao sistema e enviar um update que, por exemplo, desactive os travões a partir de certa velocidade – mas isso seria outro assunto). Com os carros sempre ligados à rede, esta questão das recolhas para actualizações de software deixaria de ser problemática e poderia ser feita sem que os condutores sequer se apercebessem disso.

Esperemos é que não se chegue ao ponto de se entrar no carro para se ir para casa ou para o trabalho, e se ter que ficar a olhar para um ecrã que diga “aguarde, a fazer o download de uma actualização… 1%…. 2%… 3%…”

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