Mário Patrão piloto oficial KTM no Dakar 2019

Mário Patrão apresentou ontem a sua participação naquela que é a prova rainha de todo-o-terreno.

O piloto, natural de Seia, vai disputar o Rali Dakar aos comandos de uma KTM450 Rally integrando a equipa oficial da KTM FACTORY RACING, equipa que venceu a prova nas últimas 17 edições. Esta será a sua sexta participação na prova sul-americana que de 6 a 17 de Janeiro se disputa integralmente no Peru.

Para o piloto, recordista em títulos nacionais de todo-o-terreno conquistados em moto e que este ano se sagrou vice-campeão nacional da modalidade, disputar o Rali Dakar inserido na equipa de fábrica austríaca vencedora das últimas 17 edições “é uma honra. Foi um ano de muito empenho, mas sinto-me física e psicologicamente preparado para este desafio para o qual trabalhámos todo o ano e sinto-me honrado em poder integrar a equipa oficial da KTM. A nível internacional venci o Marocco Desert Challenge, fui 2º na Taça do Mundo de Bajas e 2º no Panafrica Rally e disputei ainda, já na equipa KTM, o Rali de Marrocos. Em Portugal disputei os Campeonatos Nacionais de Todo-o-Terreno e de Rally Raid tendo sempre como grande objectivo preparar para o Dakar“, revela Mário Patrão.

Em 2016, Mário Patrão conquistou a classe maratona num Rali Dakar que completou no 13º lugar absoluto. Para este ano “a minha missão a nível individual é melhorar essa classificação. Temos noção que o Dakar é uma prova extremamente exigente e dura, mas quero ajudar a minha equipa a renovar o título que já conquistou por 17 vezes. Tenho os meus patrocinadores comigo. Houve novamente um investimento enorme de modo a poder estar o mais bem preparado possível para este grande desafio que é o Dakar. Foi difícil reunir todos os apoios e patrocínios de modo a conseguir estar à partida para a prova rainha do TT e poder integrá-los numa das maiores equipas do mundo, mas conseguimos. Sem os meus patrocinadores nada disto seria possível“, afirma o piloto de Seia.

A edição 2019 do Rali Dakar terá a capital peruana, Lima, como cenário da partida e da chegada desta edição que vai contar com um total de 5 mil quilómetros, 3 mil dos quais cronometrados, de um percurso composto por 70% de dunas. “Não estou em crer que por serem menos dias de competição que a corrida seja menos dura porque acredito que o objectivo da organização seja que os pilotos se mantenham em corrida. Acredito que a exigência se mantém elevada e vão continuar a ser muitas horas em cima da mota, muitas vezes em condições extremas e a necessidade de superação vai fazer-se sentir algumas vezes. Recordo-me que em 2013 as etapas do Peru foram muito difíceis. Quero entrar com alguma cautela, sem arriscar demasiado, para terminar a prova com a mota em boas condições, estar bem fisicamente para poder dar o meu melhor como sempre tento fazer. Creio que se optar por cumprir estas ideias os resultados aparecerão“, conclui o piloto português.

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