Ford testa comunicação luminosa para carros sem condutor – com condutor escondido no banco

Para além de todos os desafios que os carros autónomos têm que superar, um dos mais difíceis será a sua interacção com peões e outros veículos conduzidos por humanos – e para isso será essencial que os humanos percebam as intenções do veículo. Para esse efeito a Ford está a testar um sistema de comunicação luminosa.

Nos veículos conduzidos por humanos, é frequentemente usarem-se as mãos para sinalizar as intenções (quer seja para ceder a passagem a outro veículo, ou para algo tão simples quanto indicar que se quer estacionar em determina lugar) ou até um simples “olhos nos olhos” para garantir que um condutor nos está a ver ao chegar perto de uma passadeira. Coisas que nos automóveis autónomos deixam de estar disponíveis e podem causar sérias dúvidas quanto ao que o veículo estará a fazer.

Para tentar solucionar esse problema, a Ford está a testar a utilização de uma barra luminosa no tejadilho – sistema denominado Transit Connect – que terá a capacidade de sinalizar o comportamento do veículo, de forma a que peões e outros automobilistas fiquem a saber o veículo quer fazer: se está parado a ceder passagem, se se prepara para arrancar, etc.

Não menos curioso é que, para testar este sistema, a Ford foi buscar um dos truques de Hollywood para criar a ilusão de um carro sem condutor: escondendo o condutor num fato que aparenta ser um banco (bem mais volumoso, é certo). O tipo de truque que era utilizado no popular Knight Rider dos anos 80, antes dos efeitos digitais estarem em voga.

Embora ainda estejam a ser testadas coisas como o posicionamento das luzes (tejadilho, grelha frontal, faróis) e as cores, a recepção por parte das pessoas tem sido bastante positiva, sentindo maior confiança em lidar com os veículos autónomos. O objectivo final será a criação de um sistema padrão para a sinalização (ao estilo do que acontece actualmente com as luzes de rodagem, piscas, etc.), que possa acompanhar a futura geração de veículos autónomos que venha a circular em estradas públicas.

Publicado originalmente no AadM

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