NASA considera missão lunar com foguetes comerciais

A NASA quer lançar uma missão à lua já no próximo ano, mas em vez de recorrer ao seu polémico SLS, está a considerar utilizar foguetes comerciais – como os da SpaceX – e uma nova técnica para lá chegar.

O SLS (Space Launch System) da NASA tem estado envolto em polémica, com inúmeros atrasos e um orçamento “bilionário” que tem sido repetidamente ultrapassado. Devido a esses atrasos, não estará pronto a tempo da missão que a NASA quer realizar a meio do próximo ano, em que regressará à Lua, e em vez disso está a considerar utilizar foguetes de empresas comerciais, como a SpaceX ou a United Launch Alliance. O problema, é que nenhum dos foguetes existentes actualmente tem a capacidade para chegar à Lua, e por isso a NASA está a recuperar uma ideia arquivada há décadas.

Uma vez que um único foguete destas empresas tem uma capacidade equivalente à do monstruoso SLS, a solução poderá passar por utilizar dois foguetes: um lançando os módulos (neste caso, será uma cápsula para a tripulação – que seguirá vazia, apenas para efeitos de teste – e o European Service Module, que fornecerá energia e servirá como “base de suporte” para uma eventual estação espacial que fique em órbita da Lua) e outro que lançará um outro foguete que servirá como veículo de transporte até à Lua. É algo que o SLS poderia fazer com um único lançamento, mas que não deixa de ser uma excelente alternativa (e que mesmo assim, ficará mais económica que um único lançamento do SLS, se alguma vez vier a ficar pronto).

Claro que esta proposta não está isenta de riscos, já que implica dois lançamentos (duplicando as chances de poder ocorrer um problema), e também o de manobras em órbita para acoplar os módulos com o foguete de transporte (que funcionará como uma espécie de rebocador espacial), e isso são tudo coisas que têm que ser muito bem estudadas e analisadas. Mas, se correr bem, poderá sinalizar uma nova era na forma como se poderá explorar o resto do sistema solar, dispensando a necessidade de foguetes com a complexidade e dimensão do SLS.

Publicado originalmente no AadM

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