SpaceX obtém permissão para rede de satélites em órbita mais baixa

A SpaceX poderá arrancar com o início da criação da sua rede de satélites Starlink já este mês, tendo obtido a autorização para os colocar numa órbita mais baixa do que originalmente planeado.

A constelação Starlink será composta por cerca de 12 mil satélites (quando estiver completa), mas por agora foram feitas algumas correcções em resultado dos primeiros satélites de testes, os TinTin A e B, lançados em Fevereiro de 2018. No plano original a SpaceX iria colocar 4.425 satélites em órbitas entre os 1.100 e 1.325 kms de altitude. Mas agora, devido aos resultados dos testes feitos, a SpaceX quer que cerca de 1.600 satélites fiquem posicionados numa órbita bastante mais baixa, de apenas 550 kms.

A SpaceX apresenta vários argumentos para esta alteração. Nesta órbita, a latência das comunicações baixa para apenas 15ms, equivalente a uma ligação de internet “por cabo”; serão necessários menos 16 satélites para fazer a mesma cobertura que nas órbitas mais afastadas; e por último, em caso de qualquer falha, os satélites terão uma reentrada mais rápida na atmosfera, não contribuindo para o lixo espacial.

Embora tenham existido algumas vozes contra por parte de outras empresas também interessadas em criar as suas redes de satélites, a FCC aprovou esta alteração, e a SpaceX poderá começar a lançar os seus satélites já este mês. Coisa que terá que começar a fazer, já que existe o compromisso de ter lançado pelo menos metade dos satélites num prazo de seis anos, e o relógio já está a contar.

Publicado originalmente no AadM

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *