Reboots instantâneos salvaram Apollo 11 na chegada à Lua

Muitas vezes relembramos a reduzida capacidade dos computadores usados nas missões que nos fizeram chegar à Lua, mas havia um aspecto crítico em que continuam a ser imensamente mais rápidos que os computadores actuais e que permitiu que a missão Apollo 11 fosse bem sucedida: os reboots.

Quando se preparavam para pousar na Lua, o computador do módulo lunar começou a dar alarmes “1201” e “1202”, devido a um erro num dos módulos que estava a sobrecarregar o sistema e a saturar a sua capacidade de processamento. Felizmente, mesmo sendo drasticamente mais lento que qualquer computador actual, o sistema tinha capacidade para detectar situações inesperadas de erro e fazer um reboot de forma praticamente instantânea e sem perder dados, permitindo retomar a operação.

Embora a causa do erro permanecesse e voltasse a originar os alarmes, a velocidade de reboot e a sua capacidade de ir funcionando por alguns segundos antes de fazer novo reboot instantâneo – e assim ir funcionando – permitiu que a missão prosseguisse sem que a chegada à Lua tivesse que ser abortada.

Podem ficar a conhecer Hal Laning, um pioneiro nos sistemas de navegação e que se certificou de que estes sistemas se manteriam funcionais, no vídeo que se segue.

Dá pena pensar que, décadas mais tarde, com computadores imensamente mais potentes, continuamos sujeitos a que um qualquer erro possa causar um reboot, levando toda a informação e potencialmente demorando alguns minutos a voltar a ficar pronto para trabalhar! ;P

Publicado originalmente no AadM

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