“Warp Drive” um passo mais próximo da realidade

Cientistas parecem ter demonstrado a viabilidade matemática de viajar mais rápido do que a luz – o habitual “Warp Drive” das séries de ficção científica – e que agora só fica dependente de encontrar uma fonte de energia adequada.

O tamanho do nosso Universo é simultaneamente inspirador e desesperante. Basta relembrar que uma simples comunicação pode demorar 20 minutos para chegar a Marte, o nosso vizinho planetário, e que os sinais da Voyager 1 demoram 20 horas para chegar até nós, tendo demorado mais de 40 anos para apenas passar a barreira do sistema solar. Não é o tipo de coisa que pareça ser inspirador para o sonho de um dia poder visitar outras estrelas, mas é aí que entra o engenho humano.

Embora já tivessem surgido teorias que explorassem viagens mais rápidas que a velocidade da luz, quase sempre exigiam um qualquer tipo de partícula exótica que, estilo anti-matéria, ou apenas na forma teórica e nunca tinha sido descoberta, ou era de utilização extremamente difícil. Mas desta vez, cientistas desenvolveram um método que permite criar o desejado Warp Drive sem necessidade dessas matérias exóticas.

Apesar de tudo continuar a ser feito no campo teórico, este novo sistema fica apenas dependente de se encontrar uma fonte de energia adequada. Algo que por agora continua a ser uma missão impossível quando se tem em conta que, para criar uma “bolha” de transporte com 100 metros de raio, seria necessária uma energia equivalente a várias centenas de planetas Júpiter, 30 ordens de magnitude acima do que actualmente é possível com os nossos reactores nuclear. Mas, há luz ao fundo do túnel, pois os cientistas dizem que há estudos que indicam que talvez seja possível reduzir esse requisito de energia em cerca de 60 ordens de magnitude, o que potencialmente colocaria esta proposta ao alcance da tecnologia actual.

Este sistema teria até a vantagem de evitar os paradoxos do efeito de dilatação do tempo, fazendo com que o tempo no interior da bolha Warp continuasse a passar ao mesmo ritmo que aqui na Terra.

Publicado originalmente no AadM

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