A complexa sequência de ignição do Saturn V que nos levou à Lua

As missões Apollo levaram-nos até à Lua com a ajuda do imponente Saturn V, mas espreitar o processo de ignição dos seus motores F-1 dá-nos uma ideia da incrível complexidade de todo o sistema.

Hoje em dia podemos contar com a ajuda de poderosos computadores capazes de fazerem tudo o que se possa desejar. Mas na década de 60, em plena corrida para chegar à Lua, a NASA não tinha essa possibilidade (o primeiro microprocessador, o Intel 4004, só viria a ser inventado em 1971). Em resultado disso, o complicado processo de ignição dos cinco motores F-1 do Saturn V recorriam a todo um processo de computação “física”, com sistemas hidráulicos e pirotécnicos a garantirem a execução da sequência programada.

Com 111 metros de altura e um peso de 2,9 mil toneladas, o Saturn V permanece o mais poderoso foguete construído até à data, sendo capaz de colocar 140 toneladas(!) em órbita. Levantou voo pela primeira vez em 1967, dois anos antes de ter lançado a missão Apollo 11 que colocou o Homem na Lua pela primeira vez. Cada lançamento tinha um custo superior a mil milhões de dólares, em valores ajustados para agora.

Publicado originalmente no AadM

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