Táxi para utilizadores com mobilidade reduzida vence o prémio New Designers

Deslocar-se de automóvel ou em transportes públicos pode constituir um problema para pessoas com mobilidade reduzida. Todos os anos, no Reino Unido, adultos com deficiência fazem 26 por cento menos viagens do que os adultos sem qualquer limitação física.

Nesse sentido, Calum Gambrill, um estudante de Design Industrial e de Produto da Universidade de Ravensbourne, em Londres, desenvolveu uma solução que poderá proporcionar às pessoas com deficiência e aos cidadãos mais velhos um serviço de táxis autónomos para deslocação nas grandes cidades.

O estudo “Embark” venceu o “Ford Design Award”, no âmbito dos “New Designers 2021 Awards” – a maior exposição de trabalhos elaborados por licenciados em design no Reino Unido. O Prémio Ford desafiou os estudantes de design a adoptarem uma abordagem centrada no ser humano para os protótipos de veículos autónomos, imaginando a experiência do utilizador em termos de interiores, iluminação, acessibilidade e entretenimento.

O “Embark” antevê um serviço de táxi, acessível e inclusivo, que utiliza uma aplicação dedicada e uma frota de veículos autónomos eléctricos. O utilizador solicita o veículo na aplicação, acedendo, depois, através de uma rampa na porta lateral. A aplicação Wi-Fi a bordo permite aos passageiros aceder à Internet e ouvir música durante a viagem. O veículo estaria, igualmente, conectado a outros veículos autónomos para calcular as rotas mais eficientes e encontrar estacionamento disponível. O pagamento seria por quilómetro ou através de um serviço de assinatura mensal.

Graças ao seu conceito vencedor, Gambrill recebeu um prémio no valor de £1.000 (1.160 euros), destinado a apoiar o desenvolvimento da sua carreira de design, bem como dois meses de acompanhamento por parte de designers na D-Ford. Os segundo e terceiro classificados foram um estudo de design interior da Olivia Goldsmith, que incorpora um painel de instrumentos interactivo, iluminação ambiente e bancos que brilham no escuro, e um “banco bolha” da autoria de Lili Chen, que se adapta a qualquer forma de anatomia humana para reduzir a fadiga e aumentar o conforto.

Outros trabalhos apresentados fizeram uma abordagem de interiores com o recurso a materiais éticos e reciclados, enfatizando a saúde mental e o bem-estar, e com caraterísticas de interactividade que oferecem uma sensação de diversão.

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