
A versatilidade dos touchscreens não evita que os botões físicos continuem a ter vantagem nalgumas áreas, como nos automóveis.
Bastou uma década para que os touchscreens dominassem o mundo. Hoje em dia até custa acreditar que em tempos houve pessoas a ridicularizar o iPhone por não ter botões, e no entanto, aqui estamos. Mas, tal como o iPhone ainda tem botões físicos para o volume, power e silêncio, também há outros locais onde os botões físicos continuam a ser bem vindos.
Uma revista automóvel sueca fez testes em diversos automóveis, para avaliar o tempo necessário para realizar uma sequência de operações, e os resultados deram a vitória aos veículos com botões físicos face aos que usavam touchscreen ou pseudo-botões touch.

A sequência de operações era:
- Activar os bancos aquecidos, aumentar a temperatura em 2ºC e ligar o desembaciador dos vidros
- Ligar o rádio e seleccionar uma estação específica
- Fazer reset ao computador de viagem
- Baixar a iluminação do painel de instrumentos para o mínimo e desligar o ecrã central
Os resultados são dramáticos, com as operações que podem ser feitas em 10 segundos num Volvo V70 de 2005 a demorarem 44,6 (!) segundos num MG Marvel R. Tempo suficiente para percorrer mais de 1.300 metros a uma velocidade de 110 km/h, face aos 300 metros percorridos pelo Volvo.
No entanto, há condicionantes. Há carros com touchscreen que se comportam relativamente bem (um Tesla Model 3, modelo que depende exclusivamente do touchscreen, ficou-se pelos 23,5 segundos, face aos 30,4 segundos num BMW iX) e carros com botões que também se podem revelar demasiado complicados. Tudo depende da implementação e do nível de complexidade que é apresentado aos condutores, especialmente no que diz respeito ao acesso às funções essenciais que se deveriam manter sempre à distância de uma actuação directa.
