
A cidade de Amesterdão, na Holanda, quer aplicar um limite de velocidade de 20 km/h para bicicletas eléctricas nas faixas destinadas à circulação das mesmas.
Sendo aquela que se pode considerar a capital do transporte por bicicleta, Amesterdão diz que tem que lidar com o facto de muitas bicicletas eléctricas estarem a circular a velocidades de 30 km/h, ou até mais, nas faixas das bicicletas, tornando-se num risco acrescido para os demais utentes. Apesar da legislação europeia já limitar as bicicletas eléctricas a um máximo de 25 km/h (a partir daí, toda a velocidade terá que vir das pernas dos utilizadores e não do motor eléctrico), há muitas pessoas que removem esses limitadores para poderem circular a velocidades superiores.
A aplicação de um limite de velocidade é visto como sendo necessário por uns, que relembram que estas faixas já estão bastante congestionadas (66% das deslocações na cidade são feitas por bicicleta), enquanto é criticada por outros, que relembram que as bicicletas eléctricas já estão “legalmente” limitadas aos 25 km/h, e que quem as tiver modificado para velocidades superiores já estará a infringir a lei. De modo idêntico, também se poderá criticar que este limite seja aplicado apenas às bicicletas eléctricas e não de uma forma geral para todas as bicicletas.

Talvez a melhor opção seja mesmo tratar isto como se tratam as vias para os automóveis: onde temos limites de velocidade que não diferenciam se o condutor vai num carro a combustão ou eléctrico, ou se tem um carro económico ou um super-carro. Aplica-se um limite de velocidade em função das condições necessárias para a circulação em segurança, e pronto.
