
Depois do Dieselgate do grupo VW (e não só), temos agora o crashtest-gate de alguns fabricantes japoneses de automóveis, incluindo a Toyota, Honda e Mazda.
O Japão suspendeu a venda de seis modelos destes fabricantes, três deles da Toyota (Corolla Fielder, Corolla Axio e Yaris Cross) por ter descoberto irregularidades nos dados de segurança referentes aos testes de colisão. A Toyota falsificou os dados dos testes de colisões com peões, e também usou veículos modificados para os testes, que não reflectiam os resultados que se teria usando os automóveis que efectivamente vendia e que circulam nas estradas. Algo a que a marca nipónica responde com um simples “pedimos desculpa aos nossos clientes pela inconveniência que possa ter sido causada”.
Não se pode admitir que este tipo de coisas, ao estilo do que aconteceu no escândalo dieselgate, se fique pelas desculpas ou pela aplicação de multas modestas com impacto nulo. É preciso que seja demonstrado que qualquer tipo de habilidade para passar testes, quer seja de emissões, ou de segurança, não será tolerado e que tenha verdadeiro impacto nas empresas responsáveis.
UPDATE: Toyota apologizes for cheating on vehicle tests, halts production of three models.
"We sincerely apologize for any concern or inconvenience this may cause to our customers." https://t.co/0CdnqA4fFb
— Sawyer Merritt (@SawyerMerritt) June 3, 2024
Torna-se ainda mais caricato, que depois algumas pessoas com estes veículos ainda se arrisquem a criticar os “fabricantes chineses” por fazerem carros que não seguem regras de segurança – quando, na realidade, se pode estar precisamente numa situação completamente inversa.
Dito isto, é certo que também fico curioso como é que certos veículos que circulam nas nossas estradas, que fazem tal nevoeiro de fumo que intoxica dezenas ou centenas de veículos que o sigam, conseguem passar nas inspecções periódicas…

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