
A missão que tirou amostras do asteróide Bennue deixou a cápsula tão selada que a NASA não estava a conseguir abri-la.
Quem já tiver tentado mudar um pneu e encontrado uma porca ou parafuso demasiado apertado que teimava em não sair, poderá saber como os engenheiros da NASA se sentiram. A cápsula da OSIRIS-REx, contendo as preciosas amostras do asteróide Bennue, percorreram milhões de quilómetros no espaço, e depois de ter regressado à Terra, descobriu-se que dois dos 35 parafusos que mantinham a cápsula fechada estavam presos e não conseguiam ser removidos.
Foram necessários vários meses, durante os quais foram criadas novas ferramentas para enfrentar este problema, usando metal de alta-resistência, além de ensaios em cápsulas de teste para assegurar que tudo correria da melhor forma. E finalmente, tudo correu pelo melhor e a NASA conseguiu abrir a cápsula.

Uma das grandes limitações de todo este processo é que as ferramentas tinham que poder ser usadas dentro do espaço confinado das caixas de isolamento onde se manipula a cápsula, o que desde logo impedia o uso da maioria das ferramentas convencionais existentes.
Agora que a cápsula foi aberta, a NASA irá continuar as análises das partículas recolhidas, que deverão dar uma melhor ideia das condições existentes no início da formação do nosso sistema solar, e também irá disponibilizar parte delas para investigação pela comunidade científica ao longo dos próximos meses.
Publicado originalmente no AadM
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