Google prepara-se para construir frota de Taxis Robot sem Condutor

Que o Google está a investigar automóveis sem condutor, isso já todos sabemos – com uma frota deles a percorrer milhares de quilómetros e a aproximar-nos cada vez mais do dia em que o conceito de “ter um carro” mudará para sempre. O que não se sabia é que o Google se está a preparar para construir os seus próprios carros, em vez de usar automóveis já feitos e onde aplica a sua tecnologia.

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O Google prepara-se assim para entrar em concorrência (quase) directa com os fabricantes de automóveis. Quase, porque o objectivo nesta fase é criar veículos Robot-Taxi que serão colocados ao serviço nas cidades, e não automóveis de venda directa aos consumidores (já estou a imaginar as reclamações dos taxistas!)

Não podemos dizer que seja inesperado. O Google já é conhecido por meter a mão na massa quando se trata de reduzir custos, tendo dispensado a compra de servidores das marcas tradicionais e criando os seus próprios usando componentes comuns; feito as parcerias com fabricantes para a criação dos seus Nexus; concebendo e construindo o Glass; etc. E mesmo que assim não fosse, desenhar um carro especificamente à medida dos sistemas que têm que utilizar faz muito mais sentido que tentar “encaixar” posteriormente toda a electrónica num automóvel comum que foi feito sem ter isso em mente. 

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Mas… não posso deixar de achar que a táctica de anunciar estes veículos como Táxis é um verdadeiro “cavalo de tróia”. É certo que faz sentido que estes automóveis façam o papel de Táxis… mas daí a um serviço de autêntico car sharing onde possamos definir os horários dos percursos que queremos efectuar (como se o Google já não os soubesse, à custa do tracking que faz nos smartphones), e o Google possa sugerir as rotas mais eficientes para movimentar milhões de pessoas com o mínimo de desperdício – mediante um pagamento mensal pela utilização do serviço, claro – vai um passo muitíssimo pequenino.

Se tiver um preço atractivo (que poderá ter, considerando a rentabilização que um sistemas destes apoiado nos algoritmos do Google pode ter), não me parece difícil imaginar que quem tiver dentro da área de serviço destes futuros robot-taxi reconsidere se necessita de gastar muitos milhares de euros a comprar um automóvel que passará a maior parte do tempo parado.

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