China aterra Chang’e 4 no lado escuro da Lua

A missão Chang’e 4 chinesa foi bem sucedida, ficando para a História como sendo a primeira aterragem no lado escuro da Lua.

A China dá mais um importante passo para se posicionar na linha da frente da exploração espacial, conseguindo fazer aterrar a sonda e rover da missão Chang’e 4 na Lua. Até ao momento apenas a antiga URSS / Rússia e os EUA tinham conseguido chegar à Lua, e a China não só se junta a esse grupo mas destaca-se pelo facto de o ter feito no “lado escuro” da Lua.

O lado escuro da Lua não está verdadeiramente mergulhado em escuridão permanente, designando apenas o lado que nunca é visível da Terra, já que o período de rotação da Lua coincide com o período da sua órbita em redor da Terra, fazendo com que apresente sempre a mesma face para nós. Precisamente devido a isso, é impossível comunicar directamente com esse lado da Lua, razão pela qual a Chang’e 4 recorre a um satélite – o Queqiao – para servir de retransmissor para a Terra.

Para além de servir para marcar “posição”, o sucesso desta missão ajudará também a formalizar os planos da China para fazerem aterrar um Taikonauta (astronauta) na Lua daqui por uma década. Mas antes disso ainda teremos a Chang’e 5, planeada para 2020, que terá como objectivo ir à Lua, recolher amostras, e trazê-las de regresso à Terra.

Esperemos é que estas super-potências deixem ficar as suas rivalidades terrestres no solo, para não assistirmos a uma competição pela apropriação do Espaço. Pode ser que a perspectiva lá de cima, de verem que toda a raça humana está enfiada no mesmo grão de pó cósmico a que chamamos Terra, possa ajudar nesse sentido.

Publicado originalmente no AadM

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