Tesla cobra €520 por rádio nos Model S e Model X

Não é só o Autopilot que começa a ter um preço cada vez mais exorbitante na Tesla, também a opção para ouvir rádio FM custa mais de 520 euros nos Model S e Model X.

Quem quiser actualizar o sistema de infotainment dos Model S e Model X mais antigos, para ter acesso a funcionalidades que agora se associam a todos os Tesla – como o Sentry Mode, acesso a serviços de streaming como a Netflix e YouTube, e até jogos – tem que proceder à actualização do MC1 para o MC2, numa operação que custa 2.590 euros. Uma opção custosa mas bastante positiva, que contraste com a falta de actualizações de hardware nos restantes fabricantes. No entanto, esta actualização faz também que os utilizadores dos Model S e Model X deixem de ter acesso ao rádio FM analógico.

Não tão positivo é que para quem quiser manter o acesso ao rádio FM, terá que pagar mais 520 euros!

Algum conteúdo é removido com a atualização do sistema de informação e entretenimento?
Sim. Deixará de ter acesso a rádio AM, FM ou DAB. Continuará a ter acesso à transmissão de rádio e música via Internet, incluindo transmissão em Bluetooth®. AM, FM ou DAB+ estarão disponíveis com retromontagem de sintonização por 520 € mais tarde este ano.

A Tesla diz que a maioria dos condutores não irá utilizar o rádio FM, e que por isso achou que não se justificava incluir o rádio FM no upgrade para o MC2, para não aumentar o preço para todos. Por outro lado, isso agora faz com que pessoas com carros que custaram cerca de 100 mil euros, ou mais, para além dos 2.590 euros para ficarem o o sistema de infotainment actualizado, terão que pagar 520 euros adicionais só para poderem ouvir rádio FM.

Já estamos habituados a ver as marcas automóveis cobrarem exorbitâncias por pequenos extras supérfluos (vejam quanto a Porsche cobra para se ter uma capa em pele para os manuais do automóvel)… Mas cobrar 520 euros para se manter o acesso ao rádio FM que foi removido ao se pagar mais de 2.500 euros por uma actualização para tornar o carro mais moderno, não será um exagero?

Publicado originalmente no AadM

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