Baterias 4680 da Tesla aproximam-se da produção desejada?

A Tesla tem apostado nas novas células 4680 como elemento fundamental para reduzir custos e aumentar a autonomia dos seus carros eléctricos, e finalmente parece que começam a ficar prontas para ser usadas.

As células 4680 são substancialmente maiores do que as 2170 utilizadas actualmente pela Tesla, e apresentam uma série de vantagens: permitem reduzir o número de células por veículo, podem ser produzidas de forma completamente automática em linhas de alta-velocidade, e podem também ser integradas na estrutura do veículo dispensando a necessidade de módulos adicionais. Agora chegam indicações de que a Tesla já terá conseguido evoluir a taxa de sucesso na produção destas baterias para os 70-80%, representando um enorme avanço face aos 20% que tinha originalmente, e aproximando-se do patamar que tornará viável a sua utilização.

A produção de baterias de alta capacidade mas com qualidade que possa ser validada e garantida ao longo do seu processo de produção é de importância crítica para se evitarem os dispendiosos de carros explosivos que têm surgido, e que obrigam a recolher todos os veículos para substituição das baterias.

No entanto, esta evolução poderá não estar a ser conseguida ao ritmo que a Tesla desejaria, podendo ter contribuído para o atraso de projectos como o Cybertruck e o Tesla Semi, e também fazer com que o Model Y europeu, fabricado na Gigafactory Berlim, possa vir a ser lançado com as baterias 2170 tradicionais em vez das 4860 que seria suposto utilizar. Entretanto, a Tesla já fez chegar alguns Model Y a Portugal (dos que são feitos na China) em preparação para o lançamento este mês, e parece ter havido uma evolução notória na qualidade de fabrico face aos Model 3.

Publicado originalmente no AadM

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