Carros chineses: tecnologia agrada, mas pós-venda ainda preocupa

Um estudo do Standvirtual revela que os portugueses ainda têm reservas significativas em relação às marcas automóveis chinesas, com a rede de pós-venda e assistência a preocupar 37% dos inquiridos.

O inquérito, realizado junto de 602 participantes, mostra no entanto que mais de metade dos portugueses admite considerar a compra de um veículo destas marcas.

As dúvidas quanto à fiabilidade e qualidade surgem logo a seguir, apontadas por 35% dos participantes, e o valor de revenda fecha o pódio das principais preocupações, com 26%. A disponibilidade de peças preocupa 21% dos inquiridos, enquanto a confiança na bateria e autonomia é referida por 16%. A segurança e a reputação da marca surgem empatadas com 12% cada. Apenas um em cada dez participantes afirma não ter grandes preocupações em considerar marcas chinesas.

Apesar destas reservas, a tecnologia é o atributo mais bem avaliado: 74% dos inquiridos classifica-a de forma positiva, sendo que 29% a considera boa e 45% muito boa. A relação qualidade/preço também reúne uma maioria de opiniões favoráveis, com 56% dos participantes a avaliá-la positivamente, divididos entre 30% que a considera boa e 26% muito boa.

O cenário muda quando o tema é a confiança no valor de revenda: 44% dos inquiridos classifica-a como fraca ou muito fraca. No pós-venda, essa proporção desce para 35%, mas continua a ser expressiva. A falta de informação ou de opinião formada é também notória nestas duas áreas, com 28% a não saber avaliar o valor de revenda e 32% a não conseguir pronunciar-se sobre o pós-venda. No que diz respeito à segurança, 42% avalia as marcas chinesas de forma positiva, embora 25% admita não saber como classificá-las neste aspecto.

Quando questionados sobre o que os tornaria mais receptivos a considerar uma marca chinesa, os inquiridos destacam três factores principais: um preço mais competitivo face às marcas europeias, apontado por 43%, uma garantia longa e clara, referida por 39%, e uma rede nacional de assistência, mencionada por 32%. As informações sobre bateria e autonomia (23%) e as opiniões de actuais proprietários (20%) também pesam na decisão. Ainda assim, 23% dos participantes afirma que nada os faria considerar estas marcas.

No que toca à abertura de compra, os números mostram uma disposição crescente: 27% considera activamente adquirir um carro de marca chinesa, 12% pondera essa possibilidade mas quer saber mais antes de decidir, e 16% só o faria se o preço fosse significativamente mais competitivo. Somados, estes grupos representam 55% dos participantes. Em sentido contrário, 28% indica que provavelmente não consideraria uma marca chinesa, enquanto 9% ainda não tem opinião formada e 8% tem curiosidade mas não está convencido.

Entre as marcas apresentadas no inquérito, a BYD é a mais conhecida, referida por 90% dos participantes, seguida da XPeng com 73% e da MG com 70%. “A tecnologia e a relação qualidade/preço são atributos reconhecidos pelos inquiridos, mas a decisão de comprar um veículo de marca chinesa também depende de factores como a confiança no pós-venda, a realização da manutenção e uma rede nacional de assistência. Os resultados deste inquérito mostram a importância de as marcas apresentarem respostas claras a estas questões, a par de uma oferta competitiva”, comenta Pedro Soares, Head of Sales do Standvirtual.

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