
Depois da missão de salvamento falhada, o telescópio espacial Swift vai reentrar na atmosfera e cair nos próximos dias.
Enquanto a NASA pede ajuda para salvar o Hubble, temos também a demonstração do que lhe poderá acontecer caso isso não aconteça. O observatório espacial Neil Gehrels Swift da NASA deverá reentrar na atmosfera terrestre nos próximos dias. O satélite, com cerca de 1450 kg, tem vindo a perder altitude gradualmente e já se encontra demasiado próximo da Terra para continuar as suas observações científicas. Embora alguns componentes possam sobreviver à reentrada, os especialistas consideram que o risco para a população é extremamente reduzido.
Lançado a 20 de Novembro de 2004, o Swift foi desenvolvido para detectar e estudar gamma-ray bursts, algumas das explosões mais poderosas do universo. Equipado com três telescópios, o observatório também ajudou os cientistas a investigar supernovas e estrelas destruídas por buracos negros. Inicialmente concebido para uma missão de apenas dois anos, manteve-se em funcionamento durante mais de 22 anos, observando mais de 2000 explosões de raios gama e contribuindo para a publicação de mais de 7000 artigos científicos.
O fim da missão foi antecipado pelo aumento da actividade solar em 2024, que aqueceu e expandiu as camadas superiores da atmosfera terrestre, aumentando a resistência atmosférica e acelerando a descida do satélite. Em Julho de 2026, a NASA tentou salvar o observatório através de uma missão de resgate utilizando uma nave robótica chamada LINK. O plano passava por elevar a órbita do Swift em cerca de 240 quilómetros, mas problemas técnicos no sistema de controlo da nave acabaram por obrigar ao cancelamento da missão. O Swift realizou a sua última observação a 20 de Outubro, tendo a NASA encerrado oficialmente as operações pouco depois.
Segundo a Força Espacial dos Estados Unidos, o satélite deverá atingir a Terra por volta de 6 de Novembro, embora ainda não seja possível determinar o local exacto da queda. A maior parte da estrutura deverá desintegrar-se durante a reentrada na atmosfera, mas alguns componentes mais resistentes, incluindo as rodas de reacção e partes dos telescópios, poderão chegar à superfície. A zona potencial de impacto abrange regiões de África, Austrália, Índia, Sudeste Asiático e América Central e do Sul. Ainda assim, espera-se que a maioria dos destroços que não se desintegrem caia no oceano, pelo que o risco para a população deverá ser reduzido.



