Mercedes W196 de Fangio vendido por 23 milhões de euros

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O “Flecha de Prata” Mercedes W196 ao volante do qual o malogrado Juan Manuel Fangio, cinco vezes campeão mundial de Fórmula 1, conquistou o segundo título, em 1954, tornou-se na passada sexta-feira o carro mais caro da história, ao ser adquirido por 22,7 milhões de euros (19,6 milhões de libras). A transacção ocorreu num leilão organizado pela Bonhams, no âmbito do Goodwood Festival of Speed, um emblemático evento do desporto automóvel que se realiza anualmente em Chichester, no sul de Inglaterra.

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Não se conhece a identidade do comprador, que pediu anonimato, mas este Mercedes W196, que foi encontrado abandonado num armazém no início deste ano, possui uma história única, ao ser guiado pelo piloto argentino. Venceu os Grande Prémios da Suíça e da Argentina de 1954, conseguindo as duas primeiras vitórias consecutivas da Mercedes-Benz que havia regressado às competição depois da sua retirada em 1939.

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O W196 tem a particularidade, além do seu palmarés pelas mãos de um dos pilotos mais brilhantes e vitoriosos da história da Fórmula 1, de ter sido o primeiro monolugar alemão a vencer um Grande Prémio depois da II Guerra Mundial e marcar, na época, a introdução de tecnologias como o motor de injecção ou a suspensão independente.

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Em 4 de Julho de 1954, dia em que a Alemanha conquistou na Suíça o Mundial de Futebol ao derrotar a Hungria, o Mercedes-Benz W196, com Fangio ao volante, triunfava no GP de França. E no dia 22 de Agosto, quase um mês e meio depois de Fritz Walter, capitão da selecção alemã ter levantado o troféu de campeão mundial, a poucos quilómetros do mesmo local Juan Manuel Fangio assegurava, no circuito suíço de Bremgarten, o seu segundo título mundial.

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Este é o único exemplar do “Silver Arrow” do pós-guerra que está na mão de privados e um dos dez existentes das 14 unidades produzidas. A Mercedes possui seis dos restantes W196 R e os outros três estão em colecções de museus.

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