Dieselgate persegue 4 executivos da Audi nos EUA

Enquanto na Europa o escândalo dieselgate do grupo VW levou apenas a algumas multas e tentativa de se fazer esquecer o que se passou o mais rapidamente possível, nos EUA continuam a perseguir-se os responsáveis, agora com mais quatro executivos da Audi a serem constituídos arguidos por terem tido parte activa no esquema.

Os EUA apontam o dedo a estes executivos como tendo estado bem no centro deste caso, e que quando contactados pelos engenheiros a propósito do seu motor não conseguir cumprir com as normas poluentes dos EUA, terão recomendado recorrer à batota para enganar as máquinas de análises de emissões quando o veículo detectasse estar num banco de ensaio a fazer a sequência de análise.

Não menos absurdo é que tudo isto poderia ter sido evitado com a utilização de um depósito maior do aditivo AdBlue que é injectado no sistema de escape para reduzir as emissões de óxido nitroso, e que deveria ser suficiente para a circulação do veículo entre os intervalos da manutenção. O problema é que os executivos proibiram que esse depósito pudesse “roubar espaço” ao interior do habitáculo – que deveria ser o maior possível e acomodar um sistema de som “topo de gama” – levando ao constrangimento das dimensões do depósito AdBlue, e consequente dosagem reduzida em circulação normal, para não importunar os condutores com reabastecimentos de AdBlue mais frequentes.

Este caso aponta várias oportunidades ao longo dos anos nos quais este executivos da Audi tiveram oportunidade para impedir o recurso a esta batota mas que, pelo contrário, foi escolhido e implementado com plena consciência; ao ponto de até terem pedido uma análise de risco da possibilidade de serem apanhados. Pois bem… foram apanhados; e a única parte positiva é possivelmente terem contribuído um pouco para a aceleração da transição para veículos eléctricos sem emissões.

Publicado originalmente no AadM

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