
Os astrónomos acreditam ter descoberto o que causou uma misteriosa variação na intensidade luminosa da estrela Betelgeuse, a 700 anos luz da Terra.
Em Dezembro de 2019 os astrónomos ficaram intrigados por uma súbita redução na intensidade da estrela Betelgeuse, na constelação de Orion. A velha estrela tem tido ciclos de variação luminosa, mas desta vez a variação era demasiado grande, sendo visível a olho nu, tendo-se reduzido em 35% durante alguns meses, para depois regressar ao normal.

Mas agora tudo fica explicado. Desde logo os astrónomos suspeitavam que a variação pudesse ter sido causada por uma imensa mancha solar, ou por alguma nuvem de pó que tivesse ofuscado a estrela temporariamente. E agora, graças à análise de imagens obtidas pelo Hubble, que mostram o fenómeno com bastante detalhe, esclareceram as dúvidas. Durante uma das fases de expansão da estrela, uma parte da sua superfície terá sido ejectada, arrefecendo e tornando-se numa nuvem de pó solar que reduziu a sua intensidade – naquilo que quase se pode chamar um “arroto solar”.
Incrível que um telescópio espacial lançado em 1990 ainda agora continue a dar-nos tão preciosa ajuda a perceber os mistérios deste nosso imenso Universo.
Publicado originalmente no AadM
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