Para não esperar mais pelas baterias com densidade energética suficiente, a Airbus vai explorar a utilização de hidrogénio para criar aviões sem emissões poluentes.
Embora nos últimos anos se tenham feito avanços a nível das baterias de estado sólido que começam a colocá-las no patamar em que potencialmente se tornarão adequadas para utilização em aviões comerciais, a Airbus vai explorar outro caminho, o da utilização de hidrogénio.
A utilização de hidrogénio em aviões faz-nos imediatamente recordar o desastre do dirigível Hindenburg, e ainda hoje, passados todos estes anos, é acompanhado por uma série de desafios para que possa dar garantias de utilização em segurança. O volume necessário para o seu transporte faz com que a forma mais adequada seja a dos aviões-asa, mas numa primeira fase a Airbus deverá optar por testar o sistema num avião de formato convencional.
Há ainda toda a questão subjacente do processo de produção de hidrogénio, que actualmente está dependente de combustíveis fósseis, mas que a Airbus espera que possa ser feito usando energias renováveis e de forma “limpa” à medida que o mundo se vai convertendo para essas fontes de energia. A Airbus diz que o primeiro avião comercial a hidrogénio poderá entrar em operação em 2035, e começar a eliminar o impacto ambiental que a aviação tradicional tem.
Publicado originalmente no AadM
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