
A Mercedes corrigiu finalmente um dos erros nos seus carros eléctricos, que usava um eixo como gerador de energia recuperada pela propulsão do outro.
É mesmo verdade. Em modelos como o EQS, a Mercedes implementou aquilo que alguns “visionários” já se poderão ter lembrado para solucionar o problema da autonomia nos carros eléctricos: tinha um motor no eixo dianteiro que era usado como gerador, aproveitando a energia do movimento gerado pelo motor no eixo traseiro.

Bem, na verdade o que se passava era que o motor eléctrico estava permanentemente ligado à transmissão, e a Mercedes usava-o para regeneração de energia quando não era necessário usá-lo para tracção. O resultado prático é que, como seria fácil de antever (mas parece ter escapado aos engenheiros alemães), a resistência gerada por este sistema era bastante superior à energia que podia ser recuperada. Para as novas versões, que chegam em Julho, a Mercedes já aplicou um sistema que desliga o motor frontal quando não é necessário, reduzindo a resistência e aumentando a eficiência e autonomia.
Além deste sistema, a Mercedes também vai passar a aplicar uma bomba de calor como equipamento de série nestes modelos, algo que inicialmente só era oferecido como opção no EQS SUV. Também aqui, o objectivo é melhorar a eficiência, de forma idêntica à que tem sido usada por outros fabricantes de automóveis.

Bom artigo. Essa ideia da Mercedes parece saída de uma partida de 1 de Abril!