Carro eléctrico fica encravado no trânsito a fazer actualização

As actualizações, que tantas vantagens têm, podem também revelar-se uma dor de cabeça – e a comprová-lo está um condutor que, devido a uma actualização, ficou com um carro parado no meio do trânsito na China durante mais de uma hora.

Muitas pessoas estarão familiarizadas com a inconveniência do seu computador decidir aplicar actualizações no pior momento possível, mas isso torna-se ainda mais complicado quando é transposto para os automóveis. Um condutor estava a testar um automóvel eléctrico NIO na China, quando tomou a infeliz decisão de aceitar fazer uma actualização enquanto estava parado no trânsito. Pensava ele que seria algo rápido… nunca esperando que o processo demorasse mais de uma hora, e no processo gerando ainda maior confusão no trânsito, com o veículo a ficar completamente inoperacional durante o processo, nem sequer permitindo abrir as janelas.

Embora se possa atribuir a culpa ao condutor – a NIO diz que o processo de aceitar a actualização indica claramente que a mesma só deverá ser feita com o carro parado em lugar seguro – é um episódio que nos vai relembrando para os efeitos secundários de um mundo com cada vez mais produtos ligados à internet. Mesmo que se considere que se actualizasse o carro quando estivesse parado em casa, não será apenas uma questão de tempo até que alguém tenha uma situação de emergência, em que necessitasse do carro de forma imediata, e o mesmo estar vagarosamente a instalar uma actualização e ficando inacessível durante “sabe-se lá quanto tempo”?

E quem fala de carros fala de muitas outras coisas. Que fazer no caso de uma casa inteligente que também esteja em processo de actualização e impeça que se acendam ou apaguem as luzes, ou se active ou desactive o alarme, ou até que impeça a entrada em casa por estar a actualizar a fechadura “inteligente” da porta?

Esperemos que incidentes como estes possam sensibilizar os fabricantes para a necessidade de desenvolver e implementar sistemas de actualização que não sejam intrusivos nem causem transtorno na vida dos utilizadores – ou será que, em pleno século XXI, com todo o hardware hiper-potente que temos disponível, nos vão tentar convencer de que não é possível?

Publicado originalmente no AadM

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