VW apresenta o ID.3

A VW revelou finalmente a versão final do seu automóvel 100% eléctrico ID.3, que chegará ao mercado já em 2020, com um preço a começar abaixo dos 30 mil euros.

O ID.3 será um dos modelos mais importantes de sempre para a VW, e que seguramente afectará toda a demais indústria automóvel, pretendendo acelerar a transição para os automóveis eléctricos.

Existirão diferentes variantes do ID.3, sendo que a mais económica, que ficará no anunciado patamar abaixo dos 30 mil euros, terá uma bateria de 45kWh com promessa de 330 km de autonomia. A acompanhá-lo teremos versões com baterias de 58kW e 77kWh, com autonomias para 420 km e 550 km respectivamente, mas sem indicação de qual será o seu preço.

Obviamente, haverá também um sem número de opções a considerar, para “baralhar” os consumidores. O modelo base apenas contará com carregamento a 50kW, sendo necessário pagar mais para se ter acesso ao carregamento a 100kW – opção que já virá de origem no modelo de 58kW. Quanto ao modelo de 77kWh, virá com carregamento de 125kW.

E para dar algum descanso aos consumidores que recearem a durabilidade das baterias, a VW dá garantia de 8 anos / 160 mil kms para as baterias do ID.3. Mesmo não se aproximando do “1,6 milhões de kms” que a Tesla tem como objectivo para as suas baterias, será algo que por agora ajudará a acalmar os receios dos consumidores.

No interior a VW não seguiu o caminho “minimalista” da Tesla, disponibilizando um ecrã para o painel de instrumentos, para além de um touchscreen central de 10″ e acompanhado por botões touch espalhados pelo carro. Apenas os botões de controlo das janelas e das luzes de emergência são botões físicos tradicionais. Nas opções, podemos juntar mais alguns extras, como informação projectada no pára-brisas (HUD), comandos de voz, chave wireless, etc.

Vai ser um combate interessante de se assistir… mas com um carro eléctrico a começar abaixo dos 30.000€ e com interior mais convencional, parece-me que não haverá falta de interessados para este ID.3 – mas para isso, será necessário que realmente fiquem disponíveis, coisa que só deverá acontecer lá para o meados de 2020.

Publicado originalmente no AadM

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