Fabricantes automóveis abdicam dos extras tecnológicos para escaparem à falta de chips

O cenário da falta de chips está obrigar os fabricantes de automóveis a medidas drásticas, como a redução e remoção de alguns extras tecnológicos que se tinham tornado comuns nos últimos anos.

Nos últimos anos os carros têm tido cada vez mais componentes tecnológicos, que incluem coisas como ecrãs digitais no painel de instrumentos, espelhos retrovisores com ecrãs, e toda uma série de outros luxos electrónicos. Só que o panorama actual de escassez de chips está a força-los a reconsiderar essas opções, com diversos fabricantes a “andarem para trás” e regressarem aos sistemas mais antigos.

A Renault deixou de oferecer um painel digital de grandes dimensões no seu recente SUV Coupé Arkana, a Peugeot também regressou aos mostradores analógicos no 308, e a Nissan reduziu drasticamente o número de modelos pré-equipados com sistema de navegação. Praticamente todas as marcas estão a reservar os chips para os seus modelos mais dispendiosos, e fazendo com que na restante gama esses equipamentos digitais fiquem disponíveis apenas como extras opcionais em vez de serem incluídos de origem.

Não deixa de ser caricato que, estando-se a falar de automóveis de valor de 30, 40 ou 50 mil euros (ou mais), tudo possa ser posto em causa pela falta de chips que custarão alguns euros (ou cêntimos, nalguns casos). Mas, é um cenário que demonstra bem a importância da cadeia de fornecimento, e onde até o chip mais insignificante se pode tornar no “elo mais fraco” que impede a produção e consequente venda de um automóvel de valor imensamente superior.

Publicado originalmente no AadM

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *