Mercedes quer €500 por ano para virar as rodas traseiras do EQS mais 5,5º

A Mercedes que elevar o nível da idiotice dos “extras” nos automóveis, cobrando uma subscrição anual para virar as rodas traseiras mais alguns graus.

Há muito tempo que se sabe que as marcas germânicas são dos piores exemplos que existem à face da terra a nível de meterem a mão na carteira dos clientes com as miríades de opções e extras que oferecem nos seus automóveis. Um carro até pode parecer ter um preço simpático, mas rapidamente se descobre que afinal não inclui coisas que um carro de outra marca que custa metade do preço traz de origem. E, de extra em extra, depressa se descobre que afinal se pode comprar um outro carro económico só com o preço dos extras. Mas nos últimos anos, essa vergonhosa tendência tem evoluído para formas ainda mais abusivas… como as subscrições.

Já vimos marcas como a BMW a querer cobrar anuidade pelo CarPlay, e agora é a Mercedes que quer cobrar quase 500 euros por ano para se poder virar as rodas traseiras mais alguns graus no EQS!

O Mercedes EQS vem com um sistema que permite virar as rodas traseiras, para melhorar o desempenho a alta-velocidade e facilitar as manobras em espaço apertado… mas não para todos. De origem o sistema vai permitir virar as rodas traseiras até 4,5º; mas quem quiser tirar partido da máxima manobrabilidade, terá que pagar uma subscrição de 498 euros por ano, para que as rodas possam virar até 10º. E a melhor parte (para a Mercedes) é que quando estes carros forem vendidos em segunda mão, o dono seguinte terá que continuar a pagar uma subscrição vitalícia se quiser continuar a ter a funcionalidade.

O que se seguirá? Começar a limitar o ângulo da direcção à frente? Ou a força com que se pode carregar no travão ou acelerador? Ou para permitir que as portas abram totalmente?

Já estou a imaginar um dia, em que um Mercedes esteja em risco de colisão iminente, e faça surgir um popup no pára-brisas, com a mensagem: “Clique aqui para aderir ao serviço de subscrição para activação dos airbags”.

Publicado originalmente no AadM

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